O que estou a ler

"Quase todos estamos acostumados a ser espectadores e a não tomar parte no jôgo. Lemos livros, mas nunca escrevemos livros. Tornou-se tradição nossa, tornou-se nosso hábito nacional e universal sermos os espectadores, assistirmos à partida de futebol, observarmos os políticos e os oradores públicos. Somos meros estranhos, meros assistentes, perdemos a capacidade criadora. Precisamos, pois, compenetrarmos dos fatos e tomar parte ativa na ação"
(...)
"Em verdade, esta atitude significa fugir ao que está acontecendo no mundo. Vemos formarem-se seitas e mais seitas, nascerem "ismos” e mais "ismos”, no mundo inteiro. Porque, quanto mais confusão existe, tanto mais desejamos um guia, alguém que nossalve desta desordem; por isso apelamos para os livros religiosos ou para um dos instrutores mais em moda ou, então, agimos e reagimos de acordo com um sistema que promete resolver o problema, um sistema da esquerda ou da direita. É exatamente o que está acontecendo."
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