Quando eu morrer
Meu corpo transformar-se-á em borboletas, vocês não acreditam por isso não verão... eu sei que é verdade!
Quando eu morrer, não chorem por mim, se chorarem que seja por vocês que ficarão ainda neste mundo e nos vossos actuais corpos e dirigidos pelas vossas mentes e pensamentos.
Quando eu morrer, não chamem ninguém religioso para dirigir a minha cerimónia fúnebre (nada de orações). Se o fizerem, será ocupar tempo para a cerimónia durar mais e a dor de alguns se prolongar por verem ou saberem que o corpo está por ser plantado na terra ou acaba de ser plantado. Reguem sim a campa para despertar os organismos da terra para me comerem o mais cedo possivel. E era bom que me enterrassem envolto em mortalha fina de algodão ou seda... nada de caixa de madeira.
Quando eu morrer, não enderecem mensagens para mim, não as ouvirei. Nem leiam mensagens sobre mim, porque esse "mim" que vão descrever não serei eu, vocês não me conhecem... ora, o que voces sabem de mim é o vosso ponto de vista e não eu!
Quando eu morrer, terei fechado um ciclo... da dimensão física para espiritual, do tangível para o metafisico, do mecânico para o quântico.
Quando eu morrer, celebrem a vossa vida, celebrem a minha morte.
Foto: domínio público/pixabay

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