Era uma vez... as galinhas

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Certo dia, as galinhas perceberam algo estranho: elas não nasciam perto de suas mães, não recebiam afeto, carinho ou qualquer tipo de educação.
Curiosas, começaram a espiar as janelas das casas humanas, principalmente na hora do jantar.
Foi assim que descobriram um segredo sombrio — os humanos estavam comendo partes de seus corpos: patinhas, asinhas, coxinhas...
Com o tempo, ganharam consciência e perspicácia. Aprenderam a ler e souberam que a população de galináceos na Terra era muitas vezes maior que a dos humanos.
Logo começaram a se comunicar com outros galinheiros usando pombos-correio, trocando informações e construindo uma rede secreta de conhecimento.
Com esse saber acumulado, decidiram que era hora de agir. A revolução das galinhas estava prestes a começar: elas iriam encapoeirar os humanos!
Curiosamente, as galinhas decidiram não comer os humanos. Em vez disso, os próprios humanos se devorariam, tomados por sua fome insaciável de poder e sobrevivência.
Aos poucos, os humanos foram derrotados e, perdidos e engaiolados, viram sumir da sua dieta o frango à zambeziana, à passarinho, o assado...
E, mesmo enquanto caíam, ainda se achando superiores, nenhum humano pediu perdão às galinhas — o orgulho era seu último refúgio.




 



 


 


 






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