O Limite

A noite brilha insólita
com um luar crescente,
cumprindo tácita a sua órbita
onde sou uma semente
fugaz de uma fruta sórdida,
carcomida por temporais
em viagens constantes
sem retorno, sem fronte…


Há direcção? Há sentido?


Esvoaça a verdade
na turbulência de pensamentos;
afasta-se o ser, o imaginar
pela nocividade dos tempos
nublados de ponteiros de um compasso
que não devessem girar
há várias estâncias por um olho,
por um sopro solto,
por um batimento…


 


17.05.05


o limite.jpg

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